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MULHER DENUNCIADA PELO MPSC POR MATAR O MARIDO E ESCONDER O CORPO NO FREEZER TEM CONDENAÇÃO MANTIDA

O crime aconteceu em Lacerdópolis, no Meio-Oeste de Santa Catarina. Recursos foram julgados em segunda instância e sentença não foi alterada. Assim, a ré continua cumprindo a pena imposta pelo Tribunal do Júri.

Está mantida a condenação estipulada pelo Tribunal do Júri para a moradora de Lacerdópolis denunciada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por matar o marido, esconder o corpo no freezer de casa e registrar um boletim de ocorrência pelo desaparecimento da vítima. Os recursos de apelação interpostos pela acusação e pela defesa foram julgados em segunda instância pelo Poder Judiciário estadual, e a sentença não foi alterada.

Assim, a ré continua cumprindo a pena de 20 anos e 24 dias de prisão por homicídio qualificado por asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima, ocultação de cadáver e falsidade ideológica, atenuada pela confissão.

Ela segue presa em regime fechado, pois ainda não atendeu aos requisitos necessários previstos em lei, como o cumprimento do tempo mínimo de pena, para progredir para o regime semiaberto.

SOBRE OS RECURSOS

A defesa requereu a anulação do julgamento, mas o Tribunal de Justiça de Santa Catarina entendeu que a decisão tomada pelos jurados no dia 29 de agosto de 2025, na Câmara de Vereadores de Capinzal, foi respaldada por uma das versões plausíveis apresentadas em plenário, ou seja, a acusação sustentada pelos Promotores de Justiça Rafael Baltazar Gomes dos Santos e Diego Bertoldi.

O MPSC ainda pleiteou que a culpabilidade e a personalidade da ré, assim como as circunstâncias e consequências do crime, fossem valoradas negativamente, tendo em vista todo o conjunto probatório, que engloba a premeditação, a frieza e a projeção midiática do caso. No entanto, a pretensão apresentada no recurso foi indeferida.

RELEMBRE O CASO

A rotina do pequeno município de Lacerdópolis mudou para sempre em 19 de novembro de 2022, quando o corpo de um homem dado como desaparecido havia cinco dias foi encontrado congelado dentro do freezer da própria casa, embaixo de alimentos e bebidas, com os pés e as mãos amarrados.

O fato chocou os pouco mais de 2.200 moradores da cidade, que não registrava um homicídio havia 30 anos e aguardavam ansiosos por notícias sobre o desaparecimento.

No mesmo dia em que o corpo foi encontrado, a esposa, que havia participado das buscas, publicou um vídeo nas redes sociais confessando o assassinato, sob a alegação de que sofria violência doméstica.

Porém, as evidências apontaram para outra direção. Pessoas próximas relataram que o casal convivia harmoniosamente, e mensagens trocadas pelo WhatsApp também corroboraram essa versão.

Na época, a mulher foi denunciada pelo MPSC por homicídio qualificado pelo recurso que dificultou a defesa da vítima e por asfixia. Conforme a denúncia, ela teria dopado o marido com medicamentos de rotina para que ele dormisse, amarrado os pés e as mãos dele para impedir que se movimentasse e colocado uma sacola plástica em sua cabeça, provocando a asfixia.

Posteriormente, ela foi julgada e condenada pelo Tribunal do Júri, em uma sessão que teve dois dias de duração.

Os Promotores de Justiça Diego Bertoldi e Rafael Baltazar Gomes dos Santos atuaram no julgamento, realizado em agosto de 2025.

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