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LAGES INICIA CUMPRIMENTO DE DECISÃO JUDICIAL E AVANÇA NA ELABORAÇÃO DO PLANO DE DRENAGEM URBANA

Buscar soluções para os alagamentos que ainda afetam a população de Lages. Esse foi o principal objetivo do 4º Fórum Municipal de Drenagem Urbana, realizado nesta terça-feira (28), no prédio das Promotorias de Justiça do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), na comarca de Lages. O encontro reuniu representantes de diversos órgãos públicos, entidades e especialistas para discutir um problema histórico da cidade, que agora começa a avançar rumo a soluções estruturais.

O Município de Lages iniciou o cumprimento de uma decisão judicial obtida pelo Ministério Público de Santa Catarina em uma Ação Civil Pública, dando andamento à implementação do Plano Municipal de Drenagem Urbana. Como parte desse processo, foi contratada uma empresa especializada para elaborar um diagnóstico completo da situação atual da drenagem no município. O estudo irá identificar as áreas mais críticas, avaliar os impactos das chuvas nas diferentes regiões da cidade e realizar um mapeamento detalhado da infraestrutura existente, incluindo tubulações, redes pluviais, galerias, rios e córregos.

A promotora de Justiça Tatiana Rodrigues Borges Agostini, que atua na área do meio ambiente, destacou que a iniciativa representa um importante avanço após anos de debates promovidos pelos fóruns municipais.

“Depois de muitas discussões, fortalecidas pelos fóruns realizados nos últimos anos, o Município de Lages contratou uma empresa especializada para elaborar o diagnóstico socioambiental, que dará suporte à efetivação do Plano Municipal de Drenagem Urbana e subsidiará a elaboração de outros instrumentos essenciais para promover um desenvolvimento ambientalmente sustentável”, afirmou.

Segundo a Prefeitura, os problemas enfrentados atualmente são reflexo de décadas de crescimento urbano aliado à implantação de estruturas que, em muitos casos, não receberam o devido planejamento. Como consequência, diversos bairros convivem frequentemente com alagamentos e inundações, exigindo soluções de longo prazo.

A prefeita Carmen Zanotto ressaltou que o enfrentamento desse desafio depende da união entre o poder público, o Ministério Público, o setor produtivo e especialistas.

“O caminho é reunir o setor produtivo, o poder público, o Ministério Público e especialistas para discutir os problemas e construir soluções. Muitos dos alagamentos e inundações que enfrentamos hoje são consequência de estruturas implantadas sem o devido planejamento. Por isso, criar espaços de debate como este fortalece a busca por soluções e nos permite avançar de forma responsável no planejamento de uma cidade mais preparada para o futuro”, destacou.

O trabalho para enfrentar os problemas de drenagem urbana envolve diversas secretarias municipais, que atuam de forma integrada na elaboração de estudos e no planejamento das futuras intervenções. Paralelamente ao diagnóstico socioambiental, outra etapa considerada fundamental é a atualização das bases cartográficas do município, trabalho desenvolvido pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC).

O levantamento utiliza tecnologia de escaneamento a laser e imagens aéreas para produzir mapas digitais de alta precisão, que servirão de base para o diagnóstico da drenagem urbana e para o planejamento de obras e políticas públicas voltadas à prevenção de alagamentos.

O secretário municipal de Planejamento Urbano, Malek Rau Dabbous, destacou que a administração está construindo uma base técnica sólida para orientar as próximas etapas do projeto.

“Estamos construindo um planejamento fundamentado em dados e informações técnicas, para que as decisões sejam tomadas com segurança e eficiência. Esse trabalho permitirá conhecer com precisão o comportamento da drenagem em toda a cidade, estabelecer prioridades e direcionar os investimentos para as regiões que mais necessitam de intervenções”, afirmou.

O 4º Fórum Municipal de Drenagem Urbana foi organizado pela Associação Catarinense de Engenheiros e Arquitetos do Planalto Serrano (ACEAPS). Para a presidente da entidade, Paula Andressa Wunderlich de Andrade, o evento consolidou um importante espaço de diálogo entre o poder público, o Ministério Público e a sociedade civil.

Segundo ela, ao longo dos últimos anos o fórum contribuiu para integrar diferentes órgãos e ampliar o debate sobre a drenagem urbana. Agora, esse trabalho começa a se refletir na elaboração do diagnóstico técnico, que permitirá conhecer com precisão a realidade da infraestrutura de drenagem do município.

“A partir dessas informações, será possível definir prioridades, planejar as intervenções necessárias e avançar na implantação de soluções efetivas para reduzir os impactos dos alagamentos”, concluiu.

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