O Ministério Público de Santa Catarina denunciou um agente político de Ponte Alta e dois empresários do ramo de eventos por suposto envolvimento em um esquema de corrupção e desvio de dinheiro público no município. A denúncia, apresentada no âmbito da “Operação Ruptura”, já foi recebida pelo Poder Judiciário.
As investigações foram conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), em apoio à Promotoria de Justiça da Comarca de Correia Pinto, e apontam que o trio teria se associado para fraudar processos licitatórios relacionados a eventos realizados na cidade.
Segundo o MPSC, o agente político seria o mentor do esquema, enquanto os empresários teriam aceitado simular concorrências para dar aparência de legalidade às licitações. Conforme apurado, durante a contratação da Festa da Moranga de 2023, as empresas teriam apresentado propostas com apenas R$ 25 de diferença entre si. O agente político, então, teria realizado os trâmites necessários para homologar o contrato da empresa vencedora em troca de propina.
As investigações também apontam irregularidades em uma dispensa de licitação realizada em 2025 para a festa de aniversário do município. De acordo com a denúncia, a empresa contratada teria deixado de fornecer parte da estrutura prevista no contrato, como uma tenda e um banheiro químico, e o valor correspondente teria sido repassado ao agente político.
Os três denunciados respondem pelos crimes de associação criminosa, frustração do caráter competitivo de licitação e fraude em licitação. O agente político também foi denunciado por corrupção passiva.
A promotora de Justiça da Comarca de Correia Pinto, Camila da Silva Tognon, destacou que o combate à corrupção é fundamental para garantir que os recursos públicos sejam aplicados corretamente em benefício da população.
Segundo ela, o Ministério Público atua de forma firme no enfrentamento de esquemas ilícitos que buscam beneficiar interesses particulares às custas do dinheiro público, reforçando o compromisso da instituição com a moralidade administrativa, a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos.






